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13 Setembro 2017 - 11:30

Lula encara Moro hoje pela segunda vez

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai prestar nesta quarta-feira, 13, em Curitiba, o segundo depoimento a Sérgio Moro em uma situação diferente da que enfrentou em maio, quando esteve pela primeira vez frente a frente com o juiz responsável pela Lava Jato na primeira instância. A amplitude da mobilização em apoio ao petista será menor. A exemplo do primeiro depoimento, o PT e movimentos alinhados a Lula marcaram um ato para a tarde desta quarta-feira, agora na Praça Generoso Marques, no centro de Curitiba. Porém, até mesmo aliados do petista estimam um número muito menor de participantes. Além disso, a escassez de recursos do PT é evidente. O próprio Lula deve abrir mão de viajar de jatinho e deve ir de carro até Curitiba. O motivo alegado é a falta de dinheiro. No dia 11 de maio, quando enfrentou Moro pela primeira vez, Lula foi à capital paranaense no avião do ex-ministro Walfrido Mares Guia.
 

07 Setembro 2017 - 13:13

Ex-ministro Antônio Palocci diz que Odebrecht pagou vantagens a Lula

Foto: Estadão

O ex-ministro Antônio Palocci disse na quarta feira (6) que a Odebrecht adquiriu um apartamento em São Bernardo do Campo para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um terreno para a construção do Instituto Lula, como compensação pelas vantagens que a empresa recebeu durante o governo do petista. Ele depôs diante do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, na condição de réu da ação penal da Opereção Lava Jato que apura estes fatos, apresentados em denúncia do Ministério Público Federal (MPF). ”Eu queria dizer, a princípio, que a denúncia procede. Os fatos narrados nela são verdadeiros. Eu diria apenas que os fatos narrados nessa denúncia dizem respeito a um capítulo de um livro ainda maior de um relacionamento da Odebrecht com o governo do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma, que foi uma relação bastante intensa, bastante movida a vantagens dirigidas à empresa, a propinas pagas pela Odebrecht para agentes públicos em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais, em forma de caixa 1 e caixa 2”, disse Palocci ao iniciar o depoimento.”E eu tenho conhecimento porque participei de boa parte desses entendimentos na qualidade de ministro da Fazenda do presidente Lula e ministro da Casa Civil da presidente Dilma”. O ex-ministro detalhou, ainda, como as diretorias da Petrobras foram divididas entre os três principais partidos que compunham o governo durante as administrações petistas. ”Na Diretoria de Serviços, [ficou] o PT, na Diretoria Internacional, o PMDB, e na Diretoria de Abastecimento, o PP. Desenvolveu-se uma relação de intenso financiamento partidário de políticos, pessoas, empresas. Esse foi um ilícito crescente na Petrobras, até porque as obras cresceram muito e, com elas, os ilícitos”, disse.

13 Maio 2017 - 18:38

Lula denuncia Moro ao Conselho Nacional de Justiça

Foto: Reprodução

Os advogados do ex-presidente Lula, um dia antes do depoimento a Sérgio Moro, entraram com uma reclamação disciplinar contra o juiz no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na petição, assinada também por Lula, a defesa pede providências sobre a decisão de Moro de proibir a gravação independente da audiência. A defesa pede que Moro seja notificado para prestar informações no prazo de 15 dias, "sem prejuízo de outras diligências necessárias para apurar as verossimilhanças da imputação". Após o processamento do pedido, os advogados pedem que “sejam adotadas as medidas previstas no Regimento Interno do CNJ, com a eventual imposição de sanções disciplinares” a Sérgio Moro.

11 Maio 2017 - 16:43

Estou sendo julgado por Power Point mentiroso, diz Lula a Moro durante depoimento

Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta-feira (10), em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, ser o verdadeiro dono do tríplex do Guarujá. O petista é acusado de ter recebido propina da OAS, no âmbito do esquema de corrupção em contratos da Petrobras. Segundo a denúncia, Lula teria recebido da empreiteira um tríplex no Guarujá (SP), além do pagamento do armazenamento de bens recebidos durante seu mandato. Em determinado momento do interrogatório, Lula afirmou que "seu governo não poderia ser julgado" durante o processo, já que ele já teria sido julgado pelo povo brasileiro nas duas eleições em que se elegeu presidente da República."Estou sendo julgado pelo que fiz no governo, por Power Point mentiroso", disse Lula. "É ilação pura. Aquilo deve ter sido feito, com todo respeito, por alguém que desconhecendo a política, fizeram o Power Point porque já havia tese anterior de que o PT era uma organização criminosa, que Lula era chefe que montou um governo para roubar. É uma tese eminemente política", disse o petista, em referência a entrevista coletiva de procuradores da Lava Jato em que foi exibida uma apresentação em Power Point.

Confira um trecho do depoimento: 

05 Maio 2017 - 12:58

Ex-diretor da Petrobras será ouvido nesta sexta por Sérgio Moro

Foto: André Dusek/Estadão

Será ouvido pelo juiz Sérgio Moro, nesta sexta-feira (5), em uma ação penal da Operação Lava Jato, que investiga se o ex-ministro Antônio Palocci recebeu propina para atuar a favor da Odebrecht, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. A audiência está marcada para as 14h, na sede da Justiça Federal, em Curitiba. Moro é responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. Durante o interrogatório, realizado no dia 17 de abril, Renato Duque ficou em silêncio e pediu para ser interrogado novamente por Moro. Na oportunidade, ele argumentou que, apesar de não ter respondido as perguntas por orientação dos advogados, gostaria de cooperar com a Justiça em tudo o que ele tiver conhecimento. Duque foi condenado em quatro ações da Lava Jato a mais de 50 anos de prisão. Além disso é réu em outros seis processos decorrentes da operação.

24 Abril 2017 - 07:31

Odebrecht entrega extratos de propina paga ao PMDB, negociada em jantar com Temer

Foto: Beto Barata

A Odebrecht entregou à força-tarefa da Operação Lava Jato extratos que comprovariam o pagamento de propina vinculada por delatores a uma reunião com o presidente Michel Temer em 2010. O montante supera os US$ 40 milhões e, segundo ex-executivos, o repasse foi acertado em encontro com o hoje presidente, em seu escritório político paulistano. De acordo com a Folha de S. Paulo, os delatores apontaram que a propina refere-se a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, que envolvia certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões. Os documentos apresentados pela empreiteira mostram que os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões. Do montante milionário, pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, nos casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, para os demais. Em delação, Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, contou que o PMDB negociou propina de 5% do contrato, correspondente a US$ 40 milhões. O delator disse também que não se falou em valores com Temer no encontro, ”mas ficou claro que se tratava de propina” relacionada ao contrato, e não contribuição de campanha. A reunião, segundo ele, teve a presença de outras pessoas, como o ex-deputado Eduardo Cunha, e ocorreu quando Temer era presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff (PT). Rogério Araújo, responsável pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, disse que Temer deu a ”bênção” aos termos do acordo, previamente tratados com Cunha e com o lobista João Augusto Henriques. Temer confirma o encontro, mas nega a versão sobre propina.

19 Abril 2017 - 19:50

MPF pede a Moro condenação de Claudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, por lavagem e evasão

Foto: Reprodução

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) pediu ao juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que condene Claudia Cruz pelos crimes lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os procuradores da República também manifestaram entendimento de que a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha deve cumprir pena em regime fechado. O documento enviado a Moro afirma que Claudia cometeu três vezes o crime de lavagem de dinheiro e cinco vezes o crime de evasão de divisas. Segundo a força-tarefa, ela utilizava dinheiro de origem sabidamente ilícita para comprar artigos de luxo e pagar despesas no exterior. Além disso, a esposa de Cunha teria mantido uma conta off-shore na Suíça, chamada Köpec, com recursos não declarados à Receita Federal. Os procuradores também contestaram o padrão de consumo mantido pela família do ex-presidente da Câmara dos Deputados. ”As despesas de cartão de crédito no exterior no montante superior a US$ 1 milhão no prazo de sete anos pagas por Claudia Cruz foram totalmente incompatíveis com a renda e o patrimônio declarado de Eduardo Cunha”. Segundo o documento, a família de Cunha e Cláudia viajou nove vezes ao exterior entre 2013 e 2015, gerando uma despesa que ultrapassa US$ 525 mil. Além da prisão, o MPF pede que seja fixado o valor de US$ 1.061.650 a ser pago por Claudia para reparar os danos materiais e morais causados pelas condutas da ré. Respondem ao mesmo processo o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Zelada, o empresário Idalécio Oliveira e o lobista João Henriques. A força-tarefa também pediu a condenação dos três, com pena inicial em regime fechado.

18 Abril 2017 - 09:21

Sérgio Moro determina que Lula acompanhe depoimentos de 87 testemunhas

Foto: Roberto Stucker Filho

O juiz federal Sergio Moro determinou que Luiz Inácio Lula da Silva acompanhe presencialmente os depoimentos das 87 testemunhas que sua defesa listou em um dos três processos em que o ex-presidente é réu na Lava Jato. O magistrado justifica que a medida foi tomada para ”prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por prova emprestadas [de outros processos]”. No despacho, publicado no início da noite desta segunda (17), Moro reclama que ”parece bastante exagerado” o número de testemunhas listadas por Lula no processo, entre elas “dois senadores, dois deputados federais, o ministro da fazenda e um ministro do TCU”. Ele diz que é ”absolutamente desnecessário” escutar todas as pessoas, porque em outra ação da Lava Jato houve ”várias desistências”, inclusive durante a própria audiência, além de depoimentos ”de caráter eminentemente abonatório ou sem conhecimento específico dos fatos que eram objeto da acusação”.  ”De todo modo, é o caso, por ora e para evitar alegações de cerceamento de defesa, de deferir o requerido”, disse Moro. ”Não obstante, já que este julgador terá que ouvir oitenta e sete testemunhas da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de outras, embora em menor número arroladas pelos demais acusados, fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria defesa”, acrescentou. O próprio Lula já tem data marcada para ir a Curitiba e depor a Moro: no dia 3 de maio, mas em outra ação.  A defesa de Lula foi procurada pela reportagem da Folha de SP, mas não se manifestou até a publicação do texto.

15 Abril 2017 - 21:22

Michel Temer decide manter os oito ministros alvos de inquéritos no STF, diz colunista

Foto: Beto Barata

O presidente Michel Temer decidiu manter os oito ministros citados nas delações da Odebrecht e contra os quais foram abertos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros são Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), Bruno de Araújo (Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Marcos Pereira (Indústria e Comércio Exterior), Blairo Maggi (Agricultura) e Helder Barbalho (Integração). Todos negam envolvimento com irregularidades. De acordo com o blog do Gerson Camarotti, no G1, a avaliação do Palácio do Planalto é que uma saída em massa prejudicaria o governo no momento em que a ordem é tentar aprovar a agenda de reformas no Congresso. Em fevereiro, o presidente chegou a dizer que afastaria temporariamente os ministros que fossem denunciados e em definitivo se virasse réus.

15 Abril 2017 - 21:15

Emílio Odebrecht cita caixa 2 para Otto Alencar; Senador nega recebimento irregular

Foto: Bahia Verdade

O senador baiano e presidente do PSD, Otto Alencar, teria recebido recursos de caixa 2. A informação consta na delação premiada de Emílio Odebrecht feita ao Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Lava Jato, de acordo com publicação do jornal O Globo. Além de Alencar, o patriarca do grupo Odebrecht teria mencionado a mesma prática para políticos baianos como Jaques Wagner (PT), Geddel Vieira Lima (PMDB), Lídice da Mata (PSB), Jutahy Magalhães Júnior (PSDB), João Almeida dos Santos (PSDB), Antonio Imbassahy e Mário Kertész. ”E tenho certeza que todos eles tiveram, não tenho dúvida, quanto de uma forma e quanto de outra eu não sei, mas tanto a parte oficial como a parte do caixa 2”, diz o delator, sem fazer referências a valores. No casos de Otto Alencar e Antônio Imbassahy, atual ministro da Secretaria de Governo na gestão Michel Temer, não foram abertos inquéritos e ambos estão fora da lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Segundo o site Bocão News, em contato, o senador negou que tivesse recebido qualquer valor irregularmente da empreiteira. ”Não estive nem com Emílio ou Marcelo e não recebi caixa dois. Recebi uma contribuição oficial que consta na minha declaração ao TRE e tenho cópia”, afirmou. Segundo Alencar, essa contribuição oficial de R$ 50 mil ocorreu por meio do diretor da Odebrecht, Cláudio Ribeiro Filho, filho do ex-deputado Zezeu Ribeiro. ”O procurador geral da República, Rodrigo Janot, sequer me denunciou. Não consto em nenhuma lista e não respondo a nenhum processo. Eu voto pelo fim do foro privilegiado, inclusive”, frisou o congressista. Otto também lembra que nunca administrou nenhuma obra construída pela Odebrecht nos cargos públicos que ocupou. ”Não administrei, como executivo, nenhum contrato com a Odebrecht nas minhas gestões que pudesse beneficiá-los como nunca fiz ao longo da minha vida”, ressaltou.

13 Abril 2017 - 23:08

Dilma se pronuncia por meio de nota e diz que Odebrecht ”faltou com a verdade”

Foto: Roberto Stuckert

A ex-presidente Dilma Rousseff enviou uma nota à imprensa para se defender das acusações feitas nas delações da Odebrecht para a força-tarefa da Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira (13), a petista disse que Marcelo Odebrecht ”faltou com a verdade” ao dizer que ela tinha conhecimento dos pagamentos ilícitos. ”É mentira que Dilma Rousseff tivesse conhecimento de quaisquer situações ilegais que pudessem envolver a Odebrecht e seus dirigentes, além dos integrantes do próprio governo ou mesmo daqueles que atuaram na campanha da reeleição. Ele não consegue demonstrar tais insinuações em seu depoimento. E por um simples motivo: isso nunca ocorreu. Ou seja: o senhor Marcelo Odebrecht faltou com a verdade”, diz um trecho da nota encaminhada pela assessoria de Dilma. Segundo o texto, a ex-presidente nunca teve relação de amizade ou proximidade com Odebrecht e ”muitas vezes” pedidos da empresa não foram atendidos por decisão do governo, em respeito ao interesse público. De acordo com a Folha, a nota é encerrada com a presidente dizendo que ”insinuações ou mentiras” não esconderão ou distorcerão os fatos. ”A verdade vai triunfar, apesar dos ataques”, conclui.

13 Abril 2017 - 23:04

Lula comenta delações da Odebrecht: ”No dia que provar algo, eu paro com a política”

Foto: Reprodução | Instituto Lula

Ex-presidente do Brasil e candidato nas eleições de 2018, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi entrevistado por Mário Kertész, na Rádio Metrópole, de Salvador, na manhã desta quinta-feira (13), e comentou a delação do empresário Marcelo Odebrecht. Cobrando a apresentação de provas concretas, o petista disse estar ”tranquilo”. ”Com cada depoimento eu fico abismado. Eu vou prestar um depoimento no dia 3 de maio e vou responder com tranquilidade. A delação de Marcelo Odebrecht foi um absurdo. Ele deve estar comendo o pão que o diabo amassou”, afirmou. ”Deve tá criando condições para sair da cadeia. É inverossímil. Não vou rir, nem chorar. Vou estudar com advogados, a delação tem que ser provada. A pessoa tem que provar!”, acrescentou. O ex-presidente voltou a desafiar empresários. ”Qualquer empresário que disser que o Lula pediu R$ 10 a ele. Eu sei o que está em jogo. Vou me preparar para o meu depoimento. Vou continuar fazendo política. O dia que alguém provar um erro meu, eu paro com a política. Isso me fortalece porque as acusações são muito descabidas. Eu vi um cidadão dizer que a Odebrecth dava R$ 5 mil para meu irmão. Se a Odebrecht dava para o irmão, é problema da Odebrecht, o que eu tenho a ver com isso? Me acusaram de ter um apartamento que não é meu. Eu sou acusado de uma reforma de uma sítio em Atibaia que não é meu, eles inventaram uma mentira e não sabem como sair dela. A Globo disse que o apartamento era meu e agora eles não tem como dizer que não é”, finalizou.

12 Abril 2017 - 00:08

Na lista de Fachin, Aleluia e Cacá Leão se dizem tranquilos com investigação na Lava Jato

Foto: Geraldo Magela

Alvos de inquéritos autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no âmbito da Operação Lava Jato, os deputados federais José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Cacá Leão (PP-BA) consideraram as decisões como normais. Em entrevista ao site Bahia Notícias, o democrata afirmou ter ”certeza” de que o inquérito será arquivado. ”É natural [estar na lista de Fachin]. O Ministério Público pediu quem ele gostaria de investigar. E, como é normal nesses casos, ele autorizou todo mundo. Estou com absoluta tranquilidade. E será arquivado, tenho absoluta certeza”, confiou. Ele ainda elogiou o fato de o ministro ter levantado o sigilo das delações da Odebrecht. ”A melhor coisa que ele fez foi liberar tudo. É melhor do que ficar vazando aos poucos”, afirmou. Já Cacá Leão disse ter recebido a notícia com ”surpresa”, mas assegurou apoiar as investigações. ”Recebi a notícia com surpresa, mas, ao mesmo tempo, com tranquilidade. Nunca tive relação com ninguém da Odebrecht. Tenho muita certeza de que a informação não procede. Sou a favor das investigações e, caso haja alguma denúncia, vou poder apresentar minha defesa”, frisou.

11 Abril 2017 - 13:56

Marcelo Odebrecht relata pagamento de R$ 13 milhões em espécie para Lula

Foto: Reprodução

O empresário Marcelo Odebrecht prestou nesta segunda (10) o primeiro depoimento ao juiz Sergio Moro depois de fechar delação premiada. Herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo reafirmou que Lula tinha o apelido de "Amigo" em suas anotações, segundo a Folha apurou. Ele detalhou que a empreiteira tinha uma conta com esse codinome usada para fazer repasses vinculados ao ex-presidente. Entre os repasses informados por Marcelo no depoimento estão pagamentos feitos ao Instituto Lula que seriam usados em um prédio que abrigaria a entidade e também R$ 50 milhões direcionados à campanha de Dilma Rousseff por meio do ex-ministro Guido Mantega. Ele também relatou o repasse de R$ 13 milhões em espécie que teriam sido entregues ao ex-presidente. Segundo a Folha apurou, o empresário disse que o dinheiro saiu da conta "Amigo" e foi pago em parcelas ao longo de 2012 e 2013. Na planilha da Odebrecht esses pagamentos aparecem associados a "Programa B", referência a Branislav Kontic, assessor do ex-ministro Antonio Palocci, e está dividido em seis vezes.

30 Maro 2017 - 14:26

Sérgio Moro condena Eduardo Cunha a 15 anos e 4 meses de prisão, por corrupção

Foto: Reprodução

O juiz federal Sérgio Moro condenou nesta quinta-feira (30), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, 15 anos e 4 meses de prisão. O peemedebista foi condenado em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011. ”Entre os crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a quinze anos e quatro meses de reclusão, que reputo definitivas para Eduardo Cosentino da Cunha. Quanto às penas de multa, devem ser convertidas em valor e somadas”, condenou Moro. O magistrado da Lava Jato afirmou ainda. ”Considerando as regras do artigo 33 do Código Penal, fixo o regime fechado para o início de cumprimento da pena. A progressão de regime para a pena de corrupção fica, em princípio, condicionada à efetiva devolução do produto do crime, no caso a vantagem indevida recebida, nos termos do artigo 33, §4º, do Código Penal.” Eduardo Cunha foi preso preventivamente por ordem do juiz federal Sérgio Moro em 19 de outubro, em Brasília. Os valores da propina a Eduardo Cunha teriam saído da compra, pela Petrobrás, de 50% dos direitos de exploração de um campo de petróleo em Benin, na África, no valor de US$ 34,5 milhões. O negócio foi tocado pela Diretoria Internacional da estatal, cota do PMDB no esquema de corrupção. Segundo a sentença, ‘a prática do crime corrupção envolveu o recebimento de cerca de US$ 1,5 milhão, considerando apenas a parte por ele recebida, o que é um valor bastante expressivo, atualmente de cerca de R$ 4.643.550,00’. O prejuízo estima à Petrobrás, pela compra do campo de petróleo, afirmou Moro, é de cerca de US$ 77,5 milhões, segundo a Comissão Interna de Apuração da estatal. ”A corrupção com pagamento de propina de US$ 1,5 milhão e tendo por consequência prejuízo ainda superior aos cofres públicos merece reprovação especial. A culpabilidade é elevada. O condenado recebeu vantagem indevida no exercício do mandato de deputado federal, em 2011”, observou Moro. ”A responsabilidade de um parlamentar federal é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente.